Jackson Cionek
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Emendas, Partidos e a Corrupção do Pertencimento

Emendas, Partidos e a Corrupção do Pertencimento

Human Behavior Map: do DNA ao Corpo-Território

Imagine uma comunidade que precisa de escola viva, posto de saúde funcionando, praça segura, internet pública, esporte, cultura, transporte, floresta em pé e dignidade.

Agora imagine que essa comunidade só consegue ser ouvida quando alguém transforma sua necessidade em moeda política.

A praça vira favor.

A ambulância vira propaganda.

A escola vira palanque.

A ponte vira foto.

A emenda vira pertencimento comprado.

A política deveria ampliar caminhos para o Corpo-Território.

Mas, quando o dinheiro eleitoral, as emendas parlamentares e os partidos passam a organizar a atenção pública, o pertencimento pode ser deslocado do território vivo para a disputa por visibilidade.

A pergunta deste Blog é simples:

quando a política deixa de escutar o Corpo-Território e passa a disputar atenção, que tipo de Tekoha ela forma dentro do cidadão?

O pertencimento como necessidade real

O ser humano precisa pertencer.

Pertence à família.

Pertence à escola.

Pertence ao bairro.

Pertence ao trabalho.

Pertence ao território.

Pertence ao grupo.

Pertence ao futuro que imagina.

Esse pertencimento é biológico, afetivo, social e político.

No Human Behavior Map, chamamos isso de Quorum Sensing Humano: a capacidade de sentir o grupo, ajustar o corpo ao coletivo e perceber onde a vida pode continuar com outros.

Quando esse pertencimento está saudável, ele abre Zona 2.

Aparecem Fruição, Metacognição, criticidade, criatividade e Jiwasa Verdadeiro.

A pessoa sente:

eu sou a força do grupo que me move.

A comunidade sente:

nós podemos organizar a vida juntos.

A política, nesse estado, vira cuidado com o Corpo-Território.

Quando a política compra pertencimento

O problema aparece quando o pertencimento vira recurso de campanha.

O cidadão passa a receber presença política apenas em época de eleição.

O bairro passa a ser lembrado apenas quando há voto.

A cidade passa a ser vista como mapa de influência.

A emenda parlamentar passa a funcionar como prova de pertencimento:

“eu trouxe recurso para vocês.”

“eu consegui a obra.”

“eu sou o dono da entrega.”

Esse gesto pode parecer cuidado.

Às vezes entrega algo necessário.

Mas também pode deslocar o eixo da democracia.

A pergunta deixa de ser:

qual política pública melhora o Corpo-Território?

E vira:

quem aparece como autor da entrega?

O território vivo vira palco.

A necessidade real vira propaganda.

A atenção coletiva passa a ser conduzida pelo nome do político, pela legenda do partido, pelo vídeo curto, pela foto da obra e pela narrativa de fidelidade.

O personagem político e o Eu Tensional fixo

É normal termos Eus Tensionais.

Eles ajudam o corpo a agir.

O Eu Professor ensina.

O Eu Médico cuida.

O Eu Político negocia.

O Eu Religioso ora.

O Eu Pesquisador investiga.

O Eu Pai protege.

O Eu Trabalhador executa.

Na Zona 1 saudável, esses Eus aparecem conforme a tarefa.

Depois o corpo devolve a tensão ao território.

O próximo momento nasce inteiro.

O problema surge quando um Eu Tensional vira personagem fixo.

O personagem deixa de ser função.

Passa a ser identidade rígida.

A pessoa deixa de circular entre Jiwasas diferentes.

Ela passa a representar sempre o mesmo grupo, a mesma crença, a mesma narrativa, a mesma estética, o mesmo medo, o mesmo inimigo.

Um deputado pode entrar em qualquer espaço e repetir:

“tudo que faço é para ir para o céu.”

Essa frase pode ter sentido dentro de um grupo religioso específico.

Mas, quando ocupa todos os contextos, passa a reduzir a escuta do Jiwasa presente.

A pessoa já chega representando um Jiwasa internalizado.

Ela já chega com um personagem pronto.

O grupo real que está diante dela perde espaço.

O território vivo perde espaço.

A pluralidade do Estado Laico perde espaço.

O personagem ocupa o Corpo-Território.

Jiwasa verdadeiro e Jiwasa falso na política

O Jiwasa Verdadeiro permite que diferentes corpos, histórias, crenças e necessidades encontrem passagem no mesmo território.

Ele amplia caminhos.

Ele acolhe diferenças.

Ele distribui força.

Ele sustenta confiança.

Ele organiza vida.

O Jiwasa Falso oferece pertencimento estreito.

Ele entrega identidade rápida.

Entrega inimigo.

Entrega certeza.

Entrega obediência.

Entrega personagem.

Na política, o Jiwasa Falso aparece quando o grupo pede fidelidade antes de pedir realidade.

O partido vira família simbólica.

A liderança vira pai simbólico.

A ideologia vira casa simbólica.

O inimigo vira cola do grupo.

A emenda vira alimento do pertencimento.

O cidadão sente força coletiva.

Mas a Metacognição perde espaço.

A criticidade diminui.

O Tekoha político fica marcado por medo, favor, dívida, culto ao personagem e guerra de atenção.

Emendas parlamentares e a disputa pelo APUS político

Uma emenda parlamentar pode financiar escola, saúde, infraestrutura, esporte, cultura e ações importantes.

O problema não está no recurso chegando ao território.

O problema aparece quando o recurso chega com baixa rastreabilidade, pouca participação social, pouco planejamento, pouca avaliação e muita captura simbólica.

Nesse caso, a emenda deixa de ser instrumento republicano.

Passa a ser extensão do personagem político.

O APUS da comunidade, que deveria perceber caminhos coletivos, passa a perceber dependência.

“precisamos agradar esse deputado.”

“precisamos manter esse partido.”

“precisamos votar em quem trouxe a obra.”

A comunidade começa a andar por corredores estreitos.

O território recebe dinheiro, mas pode perder autonomia.

A obra aparece, mas o pertencimento fica condicionado.

O Corpo-Território ganha objeto, mas pode perder voz.

Partidos e a coreografia da atenção

Partidos são necessários em democracias representativas.

Eles organizam projetos, disputas, programas, alianças e governabilidade.

Mas partidos também podem virar máquinas de captura atencional.

Quando a legenda passa a valer mais do que o território, o cidadão é empurrado para o jogo da torcida.

A pergunta deixa de ser:

qual proposta melhora a vida concreta?

E vira:

de que lado você está?

Na brincadeira Papel, Pedra e Tesoura, isso é uma captura pela Pedra em Zona 3.

A resposta fica rápida.

A defesa fica automática.

O ataque fica pronto.

O corpo replica.

O grupo aplaude.

O algoritmo distribui.

O personagem cresce.

E a política vira guerra por atenção.

Tesoura, Pedra e Papel na política

A política saudável precisa dos três movimentos.

A Tesoura analisa.

Recorta dados.

Classifica prioridades.

Examina orçamento.

Compara indicadores.

Separa evidência de propaganda.

A Pedra faz.

Executa obra.

Entrega serviço.

Constrói escola.

Abre posto.

Organiza transporte.

Leva internet.

Protege território.

O Papel contempla.

Percebe efeitos.

Escuta a comunidade.

Questiona vieses.

Abre Metacognição.

Reorganiza o plano.

Amplia caminhos.

O ciclo saudável é:

Tesoura analisa.

Pedra faz.

Papel percebe e transforma.

Na corrupção do pertencimento, esse ciclo quebra.

A Tesoura vira tecnocracia distante.

A Pedra vira entrega automática para foto.

O Papel perde espaço.

A comunidade recebe obra, mas não participa da pergunta.

Recebe recurso, mas não participa da Metacognição.

Recebe narrativa, mas não participa do futuro.

Zona 3 política: quando o personagem ocupa o território

Na Zona 3 política, o espaço de movimentos possíveis se estreita.

A atenção gravita ao redor de inimigos, escândalos, medo, culpa, vergonha, dívida, favor, religião, consumo e pertencimento partidário.

O político fala para manter o grupo ativado.

O eleitor reage para manter o grupo protegido.

O partido se move para manter território eleitoral.

A emenda circula para manter fidelidade.

A rede social amplifica para manter atenção.

O personagem político cresce nesse ambiente.

Ele repete frases de alto impacto.

Ele simplifica dilemas.

Ele transforma complexidade em identidade.

Ele oferece pertencimento rápido.

Ele ocupa o lugar da Metacognição.

O cidadão passa a sentir que pensar diferente ameaça o grupo.

Nesse ponto, o Tekoha político fica fragilizado.

A pessoa continua participando da democracia.

Mas participa com pouco espaço interno para perceber outros Jiwasas.

O papel dos algoritmos na guerra por pertencimento

A política digital intensificou a disputa pelo pertencimento.

A rede social oferece grupo imediato.

Oferece frase pronta.

Oferece indignação.

Oferece inimigo.

Oferece recompensa.

Oferece visibilidade.

O algoritmo aprende quais afetos mantêm o corpo preso à tela.

Raiva prende.

Medo prende.

Vergonha prende.

Identidade prende.

Humilhação prende.

Vitória simbólica prende.

A política vira sequência de estímulos curtos.

O Corpo-Território passa a alternar entre Pedra e Tesoura sem chegar ao Papel.

Reage rápido.

Analisa para defender o próprio lado.

Volta a reagir.

O espaço de Fruição e Metacognição diminui.

O Jiwasa Falso cresce.

O que os trabalhos recentes do Brain estão mostrando

Os trabalhos apresentados nos congressos Brain Behavior and Emotions entre 2021 e 2025 ajudam a compreender essa paisagem.

Muitos investigam uso problemático de smartphone, gaming, saúde mental universitária, dependência, compulsões, atividade física, sofrimento emocional, sintomas negativos, regulação autonômica e funcionalidade social.

A gente precisa elogiar esses pesquisadores.

Eles estudam corpos reais, estudantes reais, pacientes reais, sintomas reais e populações brasileiras ou latino-americanas concretas.

A BrainLatam2026 acrescenta uma pergunta política:

o que acontece quando os mesmos mecanismos de captura atencional estudados na saúde mental também são usados para organizar pertencimento eleitoral?

Quando a tela vira território.

Quando o grupo digital vira clã.

Quando o personagem político vira Eu Tensional fixo.

Quando a emenda vira sinal de amor ao território.

Quando o partido vira família simbólica.

Quando o inimigo vira combustível de pertencimento.

A política passa a produzir sintomas no Corpo-Território.

Ansiedade coletiva.

Rigidez.

Automatismo.

Polarização.

Cansaço.

Obediência.

Perda de criatividade pública.

Referências científicas e caminhos experimentais

Fleury, S. (2025). Trabalhos sobre emendas parlamentares, democracia e políticas públicas no Brasil.
A análise das emendas mostra como a centralidade crescente desses instrumentos pode afetar planejamento, equidade, transparência e coordenação das políticas públicas.
Experimento: comparar municípios com alta e baixa dependência de emendas, medindo participação social, continuidade de políticas, percepção de pertencimento e confiança institucional.

Leal, J. G. R. P. et al. (2025). Estudos sobre emendas parlamentares voltadas ao SUS e efeitos eleitorais.
Esses trabalhos ajudam a investigar como recursos direcionados à saúde podem se associar a dinâmicas eleitorais locais.
Experimento: cruzar dados de emendas em saúde, indicadores de acesso ao SUS, reeleição municipal e percepção comunitária de autonomia territorial.

Transparência Brasil (2024). Estudos sobre emendas Pix e rastreabilidade.
As análises mostram a importância de transparência, origem, destino, plano de trabalho e controle social sobre transferências especiais.
Experimento: criar painéis locais de rastreabilidade cidadã, comparando confiança pública antes e depois da abertura dos dados.

CGU, TCU, STF e Portal da Transparência (2024–2026). Dados e decisões sobre rastreabilidade de emendas parlamentares.
Essas instituições têm produzido bases, determinações e instrumentos para ampliar transparência, controle e rastreabilidade.
Experimento: testar se informação clara sobre origem, destino e execução de emendas aumenta Metacognição política e reduz voto por favor.

Kubin, E., & Sikorski, C. (2021). Revisão sistemática sobre mídia social e polarização política.
A literatura mostra que mídia e redes sociais participam da formação de ambientes de polarização, especialmente quando fragmentam informação e amplificam identidades.
Experimento: medir EEG/fNIRS, GSR e HRV durante exposição a conteúdos políticos cooperativos, técnicos e polarizantes.

Rossini, P. et al. (2023). Estudos sobre desinformação eleitoral no Brasil em 2022.
A pesquisa mostra como confiança política, ideologia, hábitos informacionais e plataformas digitais influenciam crenças em desinformação eleitoral.
Experimento: testar intervenções de Metacognição antes do compartilhamento de conteúdo político em adolescentes e adultos.

Balles, P., Matter, U., & Stutzer, A. (2024). Economia política da atenção e accountability eleitoral.
A economia da atenção ajuda a entender como distração, saliência e competição informacional afetam responsabilização democrática.
Experimento: comparar decisões eleitorais após exposição a conteúdos de obra concreta, escândalo emocional e painel de políticas públicas.

IDEA Internacional (2024). Regulação do financiamento de campanha online no Brasil.
O estudo discute como propaganda digital, impulsionamento e financiamento online impactam campanhas e transparência eleitoral.
Experimento: avaliar se rotulagem clara de financiamento, impulsionamento e origem de conteúdo reduz captura por personagens políticos.

Trabalhos Brain Behavior and Emotions 2021–2025 sobre saúde mental, compulsões, atividade física, smartphone e funcionalidade social.
Esses trabalhos ajudam a observar como captura atencional e fragilização do Corpo-Território aparecem em populações reais.
Experimento: medir se educação política baseada em Papel, Pedra e Tesoura reduz respostas automáticas e aumenta criticidade em jovens.

Proposta experimental BrainLatam2026

Pergunta central:

a exposição a narrativas políticas baseadas em emenda, favor, inimigo e personagem fixo aumenta marcadores de Zona 3, Pedra automatizada e Jiwasa Falso, enquanto narrativas baseadas em Corpo-Território, rastreabilidade, participação e Metacognição aumentam marcadores de Zona 2, Papel e Jiwasa Verdadeiro?

Desenho experimental:

Comparar quatro tipos de mensagem política:

entrega personalista de emenda;

ataque a inimigo político;

prestação de contas com dados rastreáveis;

escuta comunitária com decisão participativa.

Participantes:

adolescentes;

universitários;

lideranças comunitárias;

eleitores adultos;

gestores públicos;

grupos escolares.

Tarefas:

avaliar confiança;

decidir prioridade pública;

identificar personagem político;

distinguir política pública de favor;

analisar rastreabilidade de uma emenda;

participar de roda de decisão;

classificar o próprio estado como Pedra, Tesoura ou Papel.

Medidas:

fNIRS pré-frontal;

EEG;

EEG microstates;

HRV/RMSSD;

GSR;

respiração;

eye-tracking;

análise de fala;

escalas de pertencimento;

escalas de polarização;

escalas de confiança institucional;

medidas de rigidez de crença;

medidas de compreensão orçamentária;

medidas de disposição à cooperação.

Hipótese:

mensagens personalistas e polarizantes aumentarão respostas rápidas, rigidez, ativação autonômica e identificação com personagem.

Mensagens rastreáveis, participativas e territoriais aumentarão Metacognição, cooperação, confiança institucional e percepção de caminhos coletivos.

Como transformar esta evidência em política pública?

Se você é candidato à Presidência da República

Proponha o Sistema Nacional de Rastreabilidade do Pertencimento Público, integrando orçamento, emendas, DREX Cidadão, SUS, educação, cultura, esporte, floresta em pé e indicadores de Corpo-Território para que cada cidadão veja como o dinheiro público chega ao território vivo.

Se você é candidato ao Senado

Proponha um Marco Legal da Transparência das Emendas e do Pertencimento Democrático, exigindo plano de trabalho, metas, rastreabilidade, avaliação de impacto territorial e participação comunitária antes, durante e depois da execução dos recursos.

Se você é candidato a Governador

Crie Centros Estaduais Human Behavior Map de Orçamento Vivo, conectando universidades, tribunais de contas, escolas, SUS, comunidades e laboratórios EEG/fNIRS para estudar como transparência, participação e pertencimento afetam confiança pública e saúde mental coletiva.

Se você é candidato a Deputado Federal

Destine recursos para pesquisas multicêntricas sobre emendas parlamentares, polarização, financiamento digital, fNIRS, EEG, HRV, GSR, comportamento eleitoral, rastreabilidade e educação política para adolescentes.

Se você é candidato a Deputado Estadual

Apoie painéis públicos municipais de emendas, rodas de orçamento participativo, laboratórios escolares de cidadania, mapas afetivos do bairro e projetos de educação política baseados em Papel, Pedra e Tesoura.

DREX Cidadão e a libertação do pertencimento econômico

A corrupção do pertencimento cresce quando a sobrevivência depende de favor.

Quando a comunidade precisa pedir tudo.

Quando o cidadão precisa agradecer o mínimo.

Quando o território precisa se ajoelhar diante de quem controla recurso.

O DREX Cidadão entra como metabolismo econômico do Estado para reduzir essa obediência.

Ele oferece uma base diária de existência.

Permite que o Corpo-Território respire.

Permite que a pessoa participe da política com menos medo.

Permite que a comunidade negocie com mais dignidade.

Com DREX Cidadão, crédito de carbono, floresta em pé, rastreabilidade de emendas e orçamento participativo, a política pode voltar a perguntar:

que caminho amplia a vida deste território?

A emenda deixa de ser favor.

O orçamento volta a ser metabolismo público.

O cidadão deixa de ser dependente do personagem.

O Corpo-Território recupera voz.

Frases para plano de governo

Emenda pública precisa ser caminho do território, não assinatura de personagem.

Partido deve organizar projeto, não capturar pertencimento.

O orçamento é metabolismo do Estado; quando perde rastreabilidade, o Corpo-Território perde voz.

O personagem político nasce quando um Eu Tensional vira identidade fixa e deixa de escutar o Jiwasa presente.

Jiwasa Verdadeiro amplia caminhos entre grupos diferentes.

Jiwasa Falso oferece pertencimento rápido por medo, inimigo, dívida ou favor.

Papel, Pedra e Tesoura ensinam cidadania: Tesoura analisa, Pedra faz, Papel percebe e transforma.

Uma emenda saudável começa na necessidade real, passa pela transparência e termina na autonomia do território.

DREX Cidadão reduz obediência econômica e fortalece participação democrática.

A política pública verdadeira pergunta que tipo de Tekoha, APUS e Jiwasa cada recurso público vai produzir.

Democracia madura é quando o dinheiro público deixa de comprar pertencimento e passa a sustentar vida comum.











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