Jackson Cionek
44 Views

A reserva do cérebro pode depender também das relações que cultivamos?

A reserva do cérebro pode depender também das relações que cultivamos?

Recorde alguém que ajudou você a aprender ou recuperar uma capacidade. Agora tente lembrar onde isso aconteceu. Quanto daquela conquista pertence ao seu cérebro — e quanto se tornou possível entre vocês e o ambiente que compartilharam?

Série especial BrainLatam | VIII Simpósio em Neurociência e Cognição da UFABC — 2026

QUEM PARTICIPOU DAQUILO QUE VOCÊ APRENDEU?

Talvez você recorde alguém que lhe ensinou algo importante.

Uma professora paciente. Um familiar que segurou sua bicicleta. Alguém que permaneceu ao seu lado enquanto você reaprendia um movimento.

Tente recuperar aquela experiência.

A voz. Os gestos. A temperatura. O lugar. A sensação de finalmente conseguir.

Talvez você tenha aprendido depois de muitas tentativas. Mas outra pessoa participou das condições em que aquela possibilidade apareceu.

Será que parte daquilo que chamamos de nossa capacidade também depende das relações que conseguimos construir?

Essa pergunta acompanha o VIII Simpósio em Neurociência e Cognição da UFABC, previsto para 16 a 19 de novembro de 2026, sob o tema “O Cérebro em Contexto: Desafios Contemporâneos da Neurociência Interdisciplinar”.

Ela nos conduz da conectividade cerebral aos primeiros cuidados, da aprendizagem coletiva à arquitetura das escolas.

O CÉREBRO POSSUI CAMINHOS AINDA DISPONÍVEIS?

Em 2026, Roberto Lent, Fernanda Tovar-Moll e Diego Szczupak apresentaram na revista Brain a hipótese da reserva conectômica.

Os pesquisadores propõem investigar se determinados circuitos neurais, incluindo conexões exuberantes formadas durante o desenvolvimento, poderiam oferecer possibilidades de reorganização funcional.

Imagine uma cidade com vários caminhos entre seus bairros.

Quando uma passagem fica comprometida, talvez outras trajetórias contribuam para manter a circulação.

A metáfora possui limites: a plasticidade cerebral depende de mecanismos biológicos muito mais complexos.

A reserva conectômica permanece uma hipótese, ainda necessitando de validação experimental.

Mas podemos acrescentar uma pergunta:

Quais experiências participam da construção, conservação e mobilização das possibilidades que um organismo desenvolve?

Essa pergunta não substitui a investigação neural. Convida-nos a ampliar as condições observadas.

ANTES DE APRENDER, O BEBÊ ENCONTRA OUTRO CORPO

Imagine um bebê chorando.

Alguém se aproxima, oferece alimento, modifica sua posição ou responde com a voz.

O bebê movimenta-se. Sua respiração pode mudar. O cuidador também ajusta seus gestos.

Dois organismos participam de um acontecimento que modifica suas condições.

A alostase envolve ajustes fisiológicos pelos quais o organismo responde e se prepara para demandas. A corregulação envolve influências recíprocas entre organismos durante uma interação.

São conceitos relacionados, mas diferentes.

Na BrainLatam, já exploramos essa perspectiva no artigo Sincronia Biocomportamental e Alostase: Quando um Corpo Ajuda Outro Corpo a Construir Mundo.

O bebê não precisa tornar-se independente para começar a aprender.

Ele se desenvolve participando de relações que também influenciam sua regulação.

A aprendizagem começa em um organismo que precisa continuar vivendo enquanto aprende.

O QUE A EXCLUSÃO MODIFICA EM UM BEBÊ?

Em 2026, Niloofar Goharbakhsh e Louisa Kulke investigaram bebês de cinco a sete meses e seus cuidadores durante uma brincadeira envolvendo oportunidades de participação e exclusão.

O estudo pré-registrado utilizou EEG hyperscanning, registrando simultaneamente a atividade cerebral das duplas.

Na análise exploratória de potência theta, com 34 bebês, encontrou-se aumento durante a exclusão em comparação à condição em que simplesmente não era sua vez.

Os cuidadores não apresentaram o mesmo padrão.

A sincronização intercerebral também não aumentou generalizadamente.

Dois organismos podem participar do mesmo acontecimento apresentando respostas neurais diferentes.

Os resultados indicam sensibilidade precoce a sinais de exclusão e são compatíveis com interpretações envolvendo corregulação.

Não demonstram, porém, um sentido consciente de pertencimento equivalente ao de adultos.

Nem provam que maior sincronização neural represente necessariamente melhor interação.

ENSINAR PODE SER CONSERVAR E TRANSFORMAR JUNTOS

No dia 30 de outubro de 2026, Paulo Barraza, da Universidade do Chile, e Igor Parra publicaram uma perspectiva teórica sobre ensino e cultura cumulativa.

Eles propõem compreender o ensino como uma organização especializada das coordenações entre pessoas.

Imagine alguém ensinando a produzir uma ferramenta.

Uma pessoa demonstra. A outra experimenta.

O material responde de maneira inesperada.

Ambas ajustam seus movimentos.

Na interpretação dos autores, a cultura pode continuar existindo porque gerações conservam e transformam maneiras de agir juntas.

Ensinar, nessa perspectiva, ultrapassa a simples transmissão de informações.

O artigo não comprova uma reserva conectômica relacional.

Mas permite perguntar:

Será que uma capacidade aprendida também depende da possibilidade de reconstruir as coordenações pelas quais ela se tornou acessível?

UMA CAPACIDADE PODE REAPARECER ENTRE NÓS?

Imagine alguém que aprendeu determinada música acompanhado de outra pessoa.

Anos depois, encontra dificuldade para executá-la sozinho.

Quando alguém começa a tocar ao seu lado, alguns movimentos reaparecem.

A cena é ilustrativa, não um resultado experimental dos estudos citados.

Ela permite distinguir possuir uma capacidade de conseguir expressá-la em determinada situação.

Talvez a ajuda ofereça pistas. Talvez a familiaridade modifique a atenção. Talvez a coordenação permita outras estratégias.

Na BrainLatam, propomos investigar esse conjunto de possibilidades como Reserva Conectômica Relacional.

Trata-se de uma hipótese autoral, ainda não demonstrada como mecanismo neurobiológico.

Nossa proposta é investigar como relações podem participar da construção, conservação, recuperação e expressão de capacidades ao longo da vida.

A ALOSTASE PARTICIPA DAS CONDIÇÕES DE APRENDER

Agora imagine aquele bebê entrando no ensino fundamental.

Ele continua regulando temperatura, fome, sede, movimento e respostas às condições sociais.

Mas encontra outras pessoas, horários, regras e espaços.

Em 2024, pesquisadores latino-americanos como Joaquín Migeot, Carolina Panesso, Claudia Duran-Aniotz, Agustín Ibáñez e Sebastián Lipina propuseram investigar a alostase considerando desigualdades e condições ambientais ao longo do desenvolvimento.

Suas contribuições ajudam a reconhecer que experiências sociais também podem participar das trajetórias fisiológicas dos organismos.

Isso não significa que uma dificuldade escolar possa ser explicada exclusivamente pelo estresse.

Significa que podemos perguntar:

Quanto da dificuldade observada depende da capacidade investigada e quanto pode depender das condições em que essa capacidade precisa ser expressa?

A resposta exige investigação, não presunção.

DO BANHEIRO À SALA DE AULA

Imagine uma criança que precisa utilizar o banheiro durante uma atividade.

As instalações estão inadequadas. Falta privacidade ou acessibilidade.

Talvez ela adie sua necessidade.

Talvez interrompa sua participação.

Agora imagine um banheiro limpo, funcional e adequado às suas condições.

O ambiente modificou uma possibilidade concreta de participação.

Segundo a OMS e o UNICEF, aproximadamente 460 milhões de crianças em idade escolar não tinham acesso a serviços sanitários básicos utilizáveis nas escolas em 2025.

Melhorar essas instalações não garante automaticamente determinado ganho cognitivo.

Mas alimentação, água, higiene, conforto e acessibilidade participam das condições em que aprender acontece.

A escola não começa cognitivamente apenas na carteira.

Começa também nos espaços que permitem aos Corpos-Territórios permanecer, movimentar-se e encontrar outros.

A NEUROARQUITETURA PODE AMPLIAR POSSIBILIDADES?

Na BrainLatam, investigamos há anos as relações entre neuroarquitetura, biofilia e respostas fisiológicas aos ambientes construídos.

Agora podemos ampliar a questão.

Uma sala silenciosa pode favorecer determinadas atividades.

Um pátio pode permitir movimento e exploração.

Mobiliário acessível pode transformar uma barreira em passagem.

Mas nenhum ambiente oferece as mesmas possibilidades para todas as pessoas.

Uma configuração considerada eficiente pode favorecer alguns participantes e dificultar a experiência de outros.

Na neuroarquitetura relacional, não precisamos buscar um espaço universalmente perfeito.

Podemos investigar quais configurações ampliam as oportunidades de participação de diferentes Corpos-Territórios.

A arquitetura não substitui professores, vínculos ou práticas pedagógicas.

Participa das condições em que essas relações podem acontecer.

AS DESIGUALDADES TAMBÉM PARTICIPAM DESSA HISTÓRIA

Em 2025, Joaquín Migeot e colaboradores investigaram o expossoma social de 2.211 participantes de seis países latino-americanos.

O estudo examinou condições acumuladas ao longo da vida, incluindo educação, insegurança alimentar, recursos financeiros e acesso à saúde.

Encontrou associações entre exposições sociais adversas e piores indicadores de cognição e saúde cerebral.

A amostra não representava toda a população latino-americana.

Os resultados também não demonstram a existência de uma reserva conectômica relacional.

Mas ajudam a compreender por que trajetórias sociais precisam participar da investigação do envelhecimento e da demência.

O organismo chega à velhice carregando histórias de oportunidades, dificuldades, relações e condições materiais.

A biologia permanece fundamental. A história das condições em que ela aconteceu também merece investigação.

O LABORATÓRIO TAMBÉM PARTICIPA DO EXPERIMENTO

Imagine dois participantes chegando ao mesmo laboratório.

Um conhece os equipamentos e sente curiosidade.

O outro enfrentou uma viagem cansativa e encontra procedimentos desconhecidos.

Ambos recebem instruções idênticas.

Mas suas experiências podem diferir.

Na BrainLatam, propomos compreender cada participante como Corpo-Território, unidade indivisível de existência, sensibilidade e participação no mundo.

Metaforicamente, o laboratório pode ser compreendido como um Bioma artificial: um ambiente de relações materiais, sensoriais, tecnológicas e sociais.

Isso não substitui a definição ecológica de bioma nem implica que todo laboratório provoque estresse.

A padronização experimental continua fundamental.

Mas podemos acrescentar uma pergunta:

Um protocolo pode ser igual para todos sem que a experiência de participar dele seja a mesma?

COMO INVESTIGAR UMA RESERVA RELACIONAL?

Podemos comparar aprendizagem individual, ajuda padronizada e interação colaborativa.

Observar aquisição, retenção e transferência de capacidades.

Investigar familiarização com ambientes e diferenças fisiológicas.

EEG, fNIRS, ECG, respiração e medidas comportamentais ofereceriam informações complementares.

Nenhuma dessas técnicas mede diretamente uma reserva conectômica relacional.

Seriam necessários controles experimentais, avaliações longitudinais e hipóteses operacionais.

A pergunta central seria distinguir melhorias momentâneas de desempenho de transformações duradouras nas capacidades.

Nesse encontro entre neurociência, educação e ambientes construídos, a BrainLatam contribui aproximando pesquisadores de tecnologias da Artinis & NIRx e da Brain Products.

Mas os instrumentos continuam sendo meios.

A descoberta depende também das perguntas que conseguimos formular.

JIWASA: PERTENCER SEM DEIXAR DE SER

Na BrainLatam, utilizamos Jiwasa para propor uma agência compartilhada que preserve a singularidade dos participantes.

Um coletivo pode favorecer aprendizagens.

Também pode impor respostas e restringir possibilidades.

Por isso, estar acompanhado não significa necessariamente participar.

A contribuição de Barraza nos convida a investigar como as coordenações se conservam e transformam.

O experimento com bebês mostra que as oportunidades de participação podem acompanhar respostas neurais desde cedo.

A alostase acrescenta as condições fisiológicas.

A neuroarquitetura acrescenta os espaços em que os encontros acontecem.

Nossa hipótese propõe investigar essas dimensões sem reduzi-las a um único mecanismo.

QUEM AINDA PARTICIPA DAQUILO QUE SOMOS?

Retorne à pessoa que você recordou no começo.

Talvez ela esteja distante.

Talvez você ainda consiga ouvir sua voz diante de uma dificuldade.

Recorde também o lugar daquele encontro.

Uma sala, uma praça, uma oficina, uma escola.

As capacidades que utilizamos possuem histórias.

A reserva conectômica propõe investigar conexões neurais disponíveis.

A Reserva Conectômica Relacional acrescenta uma pergunta:

Quantas capacidades podem permanecer possíveis, mas precisar de outras condições corporais, relacionais e ambientais para voltar a acontecer?

Jiwasa: a possibilidade de Ser muitos sem que cada um precise deixar de Ser.


Sobre esta série

Este artigo integra a série especial da BrainLatam, patrocinadora do VIII Simpósio em Neurociência e Cognição da Universidade Federal do ABC (UFABC), previsto para 16 a 19 de novembro de 2026, em São Bernardo do Campo, Brasil.

Dialogamos com temas anunciados por Felipe C. Ribeiro e Lizzie Shephard, em conexão com pesquisas brasileiras e latino-americanas sobre conectividade, aprendizagem, alostase, desenvolvimento, saúde cerebral e neuroarquitetura.

As formulações autorais não representam necessariamente as posições dos pesquisadores ou organizadores.

Evento oficial: https://www.even3.com.br/viii-simposio-em-neurociencia-e-cognicao-da-universidade-federal-do-abc-761401/

Referências — Uma segunda leitura do blog

1. O cérebro pode possuir conexões disponíveis que contribuam para respostas compensatórias diante de alterações funcionais.

Lent, R.; Tovar-Moll, F.; Szczupak, D. (2026). The secret connections of the brain: a connectomic reserve for neuroplasticity? Brain, 149(7), 2273–2285.

Os pesquisadores propõem a reserva conectômica como hipótese neurobiológica, tomando circuitos exuberantes do desenvolvimento como exemplo de possíveis recursos para a plasticidade.

https://doi.org/10.1093/brain/awag082

2. A regulação do bebê acontece também durante as interações com seus cuidadores.

BrainLatam (2026). Sincronia Biocomportamental e Alostase: Quando um Corpo Ajuda Outro Corpo a Construir Mundo.

O ensaio discute a participação das relações de cuidado nas condições corporais e comportamentais do desenvolvimento, em diálogo com uma proposta de Victor N. Almeida.

https://brainlatam.com/blog/sincronia-biocomportamental-e-alostase%3A-quando-um-corpo-ajuda-outro-corpo-a-construir-mundo-8035

3. Bebês de cinco a sete meses apresentam respostas neurais e afetivas associadas à exclusão social, sem aumento generalizado da sincronia intercerebral.

Goharbakhsh, N.; Kulke, L. (2026). Can You Feel My Pain? Neural-Behavioural Changes in Caregiver–Infant Dyads During Ostracism. Developmental Science, 29(5), e70269.

Estudo pré-registrado com EEG hyperscanning, 41 duplas na análise comportamental e 34 na análise de sincronia intercerebral. Encontrou maior potência theta nos bebês durante exclusão em comparação à condição de espera da vez, sem demonstrar diretamente experiência consciente de pertencimento.

https://doi.org/10.1111/desc.70269

4. Ensinar pode envolver a conservação e transformação de coordenações entre pessoas, além da transmissão de informações.

Barraza, P.; Parra, I. (2026). The evolution of shared worlds: teaching and the origins of cumulative culture. Frontiers in Education, 11.

O artigo teórico propõe compreender o ensino como coordenação relacional recorrente, capaz de contribuir para a continuidade e transformação das práticas culturais.

https://doi.org/10.3389/feduc.2026.1977228

5. As condições sociais e ambientais da infância podem participar das trajetórias alostáticas e do desenvolvimento na América Latina.

Migeot, J.; Panesso, C.; Duran-Aniotz, C. et al. (2024). Allostasis, health, and development in Latin America. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 162, 105697.

A revisão reúne perspectivas sobre adaptação fisiológica, desigualdades e condições ambientais, propondo uma abordagem alostática para compreender trajetórias de desenvolvimento e saúde.

https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2024.105697

6. A infraestrutura escolar, incluindo banheiros utilizáveis, constitui uma condição material básica para participação e aprendizagem.

OMS/UNICEF (2026). Progress on drinking-water, sanitation and hygiene in schools: 2015–2025.

O relatório apresenta indicadores globais de água, saneamento e higiene nas escolas e estima que 460 milhões de crianças em idade escolar não tinham acesso a saneamento básico escolar em 2025.

https://data.unicef.org/resources/jmp-wash-in-schools-2026/

7. A arquitetura participa das possibilidades de movimento, percepção, acessibilidade e interação de diferentes Corpos-Territórios.

Cionek, J. (2026). O espaço também participa do Nós — quando a arquitetura permite Ser. BrainLatam.

O artigo desenvolve a perspectiva autoral de neuroarquitetura relacional, relacionando possibilidades de ação, condições ambientais, Corpo-Território e Jiwasa.

https://brainlatam.com/blog/o-espaco-tambem-participa-do-nos-quando-a-arquitetura-permite-ser-8778

8. Experiências sociais acumuladas ao longo da vida apresentam associações com indicadores de saúde cerebral e demência na América Latina.

Migeot, J.; Pina-Escudero, S. D.; Hernandez, H. et al. (2025). Social exposome and brain health outcomes of dementia across Latin America. Nature Communications, 16, 8196.

O estudo analisou 2.211 participantes de seis países latino-americanos e encontrou associações entre exposições sociais adversas, cognição, funcionamento e alterações cerebrais. A amostra não foi representativa de toda a região.

https://doi.org/10.1038/s41467-025-63277-6

9. Reserva cerebral, reserva cognitiva e manutenção cerebral são conceitos distintos que ajudam a investigar diferenças individuais no envelhecimento.

Stern, Y. et al. (2020). Whitepaper: Defining and investigating cognitive reserve, brain reserve, and brain maintenance. Alzheimer's & Dementia, 16(9), 1305–1311.

O trabalho estabelece distinções conceituais relevantes para evitar que mecanismos, experiências e resultados clínicos sejam tratados como equivalentes.

https://doi.org/10.1016/j.jalz.2018.07.219

10. A cooperação pode apresentar padrões de coordenação neural que dependem de condições experimentais específicas.

Leiva-Cisterna, I.; Barraza, P.; Rodríguez, E.; Dumas, G. (2025). Sensory multi-brain stimulation enhances dyadic cooperative behavior. Social Cognitive and Affective Neuroscience, 20(1), nsaf104.

O estudo investiga estimulação sensorial rítmica, acoplamento intercerebral e cooperação, sem estabelecer que toda sincronização neural elevada represente melhor funcionamento coletivo.

https://doi.org/10.1093/scan/nsaf104

11. A investigação contemporânea do cérebro pode ampliar suas perguntas quando considera corpo, ambiente, relações e condições de desenvolvimento.

UFABC (2026). VIII Simpósio em Neurociência e Cognição — O Cérebro em Contexto: Desafios Contemporâneos da Neurociência Interdisciplinar.

O evento reúne perspectivas interdisciplinares sobre cérebro, cognição e comportamento, oferecendo oportunidades de diálogo entre métodos e problemas científicos.

https://www.even3.com.br/viii-simposio-em-neurociencia-e-cognicao-da-universidade-federal-do-abc-761401/

Nota científica e conceitual: Corpo-Território, Consciência 5D, Jiwasa, Bioma artificial e Reserva Conectômica Relacional são formulações ou extensões autorais da BrainLatam. A reserva conectômica de Lent, Tovar-Moll e Szczupak é uma hipótese neurobiológica distinta. Os estudos sobre alostase, exclusão social, ensino, arquitetura e expossoma social fundamentam perguntas específicas, mas não demonstram a existência de uma reserva conectômica relacional nem sua formação por vínculos ou ambientes determinados.

BRAINLATAM · W45/2026 · BLOG 07 · VERSÃO CONSOLIDADA

 
#eegmicrostates #neurogliainteractions #eegmicrostates #eegnirsapplications #physiologyandbehavior #neurophilosophy #translationalneuroscience #bienestarwellnessbemestar #neuropolitics #sentienceconsciousness #metacognitionmindsetpremeditation #culturalneuroscience #agingmaturityinnocence #affectivecomputing #languageprocessing #humanking #fruición #wellbeing #neurophilosophy #neurorights #neuropolitics #neuroeconomics #neuromarketing #translationalneuroscience #religare #physiologyandbehavior #skill-implicit-learning #semiotics #encodingofwords #metacognitionmindsetpremeditation #affectivecomputing #meaning #semioticsofaction #mineraçãodedados #soberanianational #mercenáriosdamonetização
Author image

Jackson Cionek

New perspectives in translational control: from neurodegenerative diseases to glioblastoma | Brain States